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28/04/2017

Governo da Hungria oferece parceria para a revitalização do rio Belém

Através do Cônsul Honorário em Curitiba, Marco Aurélio Schetino de Lima, o Governo da Hungria ofereceu uma parceria para a revitalização do Rio Belém, o principal afluente do Rio Iguaçu na Região Metropolitana de Curitiba.

A iniciativa foi do Consulado Geral da Hungria no Brasil, cujo embaixador Teleski Szilard, esteve reunido em conversa inicial com a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, e com secretários estaduais, visando um futuro Termo de Cooperação. Neste encontro ficou decidido que uma equipe de técnicos analisará alternativas de parceria, sob a coordenação do secretario de estado de Assuntos Estratégicos, Flávio Arns.

A reunião aconteceu no dia 27 de abril de 2017, no gabinete da SEAE, reunindo representantes do Governo do Estado do Paraná, através das secretarias de Planejamento e Coordenação Geral - SEPL, Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SEMA, de Assuntos Estratégicos - SEAE e Vice-Governadoria, da Prefeitura Municipal de Curitiba, através das secretarias municipais de Meio Ambiente - SMMA e de Obras Públicas - SMOP, Assessoria de Assuntos Internacionais e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba - IPPUC, além da equipe da Companhia de Saneamento do Paraná-Sanepar e Consulado da Hungria.

A proposta apresentada pelo Cônsul Honorário foi relacionada com a empresa Orgânica Water, de Budapeste. Trata-se de uma fornecedora global de soluções inovadoras para o tratamento e reciclagem de águas residuais. Ao longo de nove anos a empresa construiu mais de 75 estações de tratamento de águas residuais (ETARs). O sistema conta com o uso de plantas aquáticas capazes de absorver e filtrar as impurezas, transformando o ambiente em de águas inodoras em meio a enormes jardins. Segundo ele, existem recursos para financiamento do programa.

O gerente da Assessoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Sanepar, engenheiro Gustavo Rafael Collere Possetti, esclareceu que num primeiro momento é necessário esclarecer o real interesse da empresa e lembrou que a Sanepar tem um protocolo padrão, necessitando de uma série de informações para fazer uma comparação de custos. ”Nosso corpo técnico é altamente qualificado e saberá analisar a proposta, mas precisamos de mais informações”, disse Possetti, que fez um convite para que representantes da Orgânica Water venham até Curitiba para conhecer o setor de Pesquisa e Planejamento da Sanepar.

O engenheiro da Sanepar, Ernani José Ramme, destacou que a bacia do rio Belém conta com uma cobertura acima 98% com rede pública de esgoto, porém com vários problemas, tais como: vida útil, cruzamento com sistema de drenagem e ligações domiciliares conectadas irregularmente. Ernani comenta, que no GTBelém, a SANEPAR apresentará uma proposta orçamentária de diagnóstico e revitalização do sistema de coleta e transporte dos esgotos domésticos para a busca de recursos financeiros, lembrando que “O ideal é temos um sistema de esgotamento separador absoluto, ou seja, que não tenha nenhuma interfência com sistema de drenagem urbana e residêncial, gerando considerável diminuição da poluição nos rios”.

A representante da SEPL, assessora técnica Patrícia Cherobim falou que “Estamos reunindo todos os projetos, programas e ações que envolvem a bacia do Rio Belém e até o próximo dia 20 de maio pretendemos juntar todos estes documentos para definir ações compartilhadas e integradas. Vamos incluir métodos mais sustentáveis de gestão de água para servir de modelo para as demais bacias, envolvendo outros municípios”, afirmou Patrícia.

Falando pela Prefeitura Municipal de Curitiba, Leny Toniolo, da secretaria municipal de Meio Ambiente, disse que “Vamos fazer uma análise total de toda a bacia e depois realizar uma ação por trechos, contando sempre com a equipe de Educação Ambiental, considerando que estamos atuando na recuperação de um rio que é totalmente urbano. É importante destacar custos, mas lembrando sempre que devemos perceber o rio como organismo vivo”, disse.

O arquiteto Sérgio Mateus, do IPPUC, informou que diversos rios de Curitiba estão sendo revitalizados, com forte investimento em dragagens, com custos que já passaram dos 300 milhões de reais. “Atualmente estamos investido 120 milhões em obras nos rios e já estamos fechando novos aportes, em torno de 200 milhões, para a recuperação de vários rios e galerias”, falou Sérgio. Foi lembrado o recente trabalho com obras na bacia do Rio Barigui, com investimentos do Pac-02, realizado pela SMOP.

O secretario Flávio Arns fez uma apresentação de todos os participantes e lembrou do compromisso firmado com o Embaixador da Hungria de discutir alternativas para o projeto do Rio Belém. Conforme Arns “Este grupo que está reunido faz um trabalho de qualidade, que estamos acompanhando. Devemos chamar todos para um esforço coletivo. Toda proposta ou ideia apresentada deve ser analisada pelo grupo técnico”, afirmou.

O assessor da vice-governadora Cida Borghetti, Nemécio Muller, resssaltou a importância dos acordos internacionais, solicitando que os prazos para as apresentações das alternativas sejam breves, disse ele “falamos aqui sobre um projeto piloto para implantar o sistema sugerido pela empresa Orgânica Water, gostaria de saber em quanto tempo isto é possível fazer e quem arcaria com estes custos iniciais ?” O Cônsul Honorário, que estava acompanhado da assessora jurídica Francine Fressaro, disse que é possível fazer um projeto piloto, mas que depende de um novo contato com a empresa..

A reunião foi coordenada pelo Diretor Geral da SEAE, Jorge Wekerlin, que ficou de organizar uma proposta oficial, mantendo os contatos com o corpo técnico e definindo as próximas etapas do programa que envolve o Governo da Hungria.

Os principais rios da Hungria são o Danúbio e o Tisza. O mais importante é o rio Danúbio, com 418 km dentro do país, totalmente navegável. É o mais longo rio da Europa que tem o título de Patrimônio Mundial da Unesco desde 1987. O rio Tisza é o segundo mais importante da Hungria, com 1. 358 km de comprimento.

O Rio Belém, de Curitiba, tem 17, 13 km, com uma bacia de 87, 80 km, com sua nascente no bairro da Cachoeira, com a foz no bairro do Boqueirão, junto ao Parque Náutico do Iguaçu. O Parque Nacional do Iguaçu foi inaugurado em 24 de novembro de 2001 e abriga o nascedouro do Rio Belém. No local existe o Centro de Referência da Água, espaço próprio e equipado para atividades de Educação Ambiental, com atividades do programa Olho d’Água que monitora a qualidade da água nos rios curitibanos.

Fonte: Governo do Paraná

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