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Notícias da SEAE

21/03/2017

Conexão Botsuana & Paraná

Durante toda a sexta-feira, 10 de março de 2017, no Gabinete de Gestão e Informações do Palácio Iguaçu o Secretário Flávio Arns coordenou reuniões técnicas entre representantes do Estado e a Embaixadora da Botswana no Brasil Bernadette Rathedi que veio acompanhada de seu Primeiro Secretário Sr. Secretário, Otsogile Shubane.

Foi a segunda visita ao Paraná da Embaixadora Bernadette que já esteve em 2015 no Paraná, chefiando a comitiva dos Embaixadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, na qual se apresentou ao Governador Beto Richa e realizou visitas técnicas na área da agricultura.

O principal interesse da Embaixadora nesta visita é fortalecer os laços de amizade e possibilitar a cooperação técnica nas áreas de mineração, cultura, turismo, agricultura, comércio e investimentos.

No período matutino a Embaixadora Bernadette e o Primeiro Secretário Shubane se reuniram com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento -SEAB, do Instituto de Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural - EMATER, do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia - CPRA , da Agência de defesa Agropecuária do Paraná - ADAPAR, da Organização das Cooperativas do Paraná - OCEPAR, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná FETAEP, do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no Paraná – FAO, e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural- SENAR. No período vespertino a reunião aconteceu com as Secretarias de Estado da Cultura, do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, da Agência Paraná de Desenvolvimento - APD e a Organização Não Governamental Endeleza.

Após ouvir as apresentações do Estado, a Embaixadora Bernadette salientou que por ocasião de sua visita ao Paraná há dois anos, percebeu o potencial de nosso estado na área agrícola, considerada carro chefe na Botswana.

Afirmou a Embaixadora que é comum o desconhecimento geral sobre a Botswana, pelo fato do país não estar mergulhado em manchetes como escândalos de corrupção, doenças ou guerras, que usualmente tomam conta das manchetes de jornais pelo mundo. Tal confortável situação, não interessa à mídia internacional, segundo a Embaixadora.

A Embaixadora explicou que a Botswana, país localizado no centro do Sul da África, possui dimensões importantes, comparadas ao tamanho de Minas Gerais ou da França. Sua população é de cerca de 2 milhões de habitantes. Por questões históricas, não está alinhada com seus vizinhos, mas que necessita muito de parceria. Não vê o idioma como barreira, tendo o país como língua oficial o inglês. Outro idioma é o setswana. Considera a Embaixadora que ir a diferentes estados é a melhor opção para ver in loco as possibilidades de parcerias.

A Embaixada de Brasília, embora conte apenas com quatro funcionários, responde também pela Argentina, Chile, Venezuela e Guiana.

A Botsuana, cuja capital é Gaborone, está dividida em 15 centros administrativos dos quais 09 são rurais. Há uma preocupação com agricultura familiar voltada para a segurança alimentar. O país deixou de ser um protetorado britânico em 1966. Um ano após foram encontradas jazidas de diamante o que permitiu o desenvolvimento do país, que deixou de ser um país considerado pobre passando ao status de país de renda média. Este fato limita o acesso a fundos internacionais e estabelece a necessidade de parcerias que visem construções de capacidades.

Expressou a Embaixadora contentamento com as exposições porque, segundo a mesma, o que lhe foi apresentado está alinhado com a realidade de seu país.

O Primeiro Secretário Shubane salientou que os números positivos da Botsuana e seu estado atual se devem a uma política estabelecida em princípios rígidos e entre eles destacou-se a tolerância zero com corrupção. Uma sólida justiça, estabilidade política e um ambiente comercial competitivo. O índice de alfabetização é superior a 82%.

No campo agrícola ressaltou-se a importância de processar e agregar valor aos produtos. O país é deficitário na produção de leite que atende apenas 5% da demanda. Demostraram interesse no controle de doenças e do comércio de agrotóxicos apresentados pela ADAPAR.

Duas feiras importantes existem na Botsuana anualmente. Uma mais voltada à Agricultura e a outra a comércio e serviços. Uma proposta de que uma delegação do Paraná, da iniciativa privada e do governo possa visitar a Botsuana, com apoio da Embaixada para conhecer em loco as potencialidades daquele país.
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