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Programa Paranaense de Energias Renováveis - Situação Problema

A produção de energia elétrica a partir de fonte hidráulica tem sido objeto de intenso debate nacional em razão dos impactos socioambientais que ocasiona e pelo conflito de interesses relacionados aos seus usos. A política energética nacional prevê uma redução significativa da participação da hidroeletricidade na ordem de 81% para 73% no período 2012/2020. Em contrapartida, propõe a ampliação da geração de energia proveniente de biomassa de 5% para 10%, e da energia eólica de 0,4% para 4%, somente para citar duas fontes.

A partir de 2003, a Copel iniciou um processo de reestruturação de sua matriz energética com a incumbência de ancorar e alavancar o desenvolvimento do Paraná e fomentar um modelo de geração de energia renovável, não agressiva ao patrimônio natural do Estado. Com a criação da Coordenação de Energias Renováveis, desencadeou estudos e execução de projetos experimentais, alguns deles já com êxito comprovado.

Ademais, outras instituições governamentais se envolveram com a temática e vêm priorizando iniciativas no sentido da produção e consumo de energia renovável.

A exemplo do Projeto Smart Energy Paraná, instituído pelo Decreto nº 8.842/2013, vinculado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e com ampla participação do Tecpar, outras ações vêm sendo empreendidas, com destaque para a realização de estudos, dissertações e teses desenvolvidos por professores das instituições de ensino superior do Estado, tendo com foco as energias renováveis.

Também o Instituto Lactec vem atuando na área de eficiência energética por meio do Laboratório de Luminotécnica, detentor do Selo Procel em função dos ensaios realizados com equipamentos e materiais de iluminação voltados à economia de energia.

Some-se a essas iniciativas a participação do setor privado empresarial, cujo trabalho está em franco andamento e conta com a chancela técnica e política da Federação das Indústrias do Paraná – FIEP, onde foram criadas câmaras técnicas para conferir o nível organizacional requerido para o tema.

Constata-se, portanto, a existência de diversas ações, seja do Poder Público ou da iniciativa privada e suas organizações, que carecem de um ordenamento único como forma de potencializar o resultado dos trabalhos e dos investimentos realizados e em andamento.

São trabalhos que necessitam de um grande esforço organizacional com vistas à concretização de uma política de Estado voltada à produção e ao consumo de energia proveniente de fontes renováveis em sua ampla expressão, tendo sempre presente os desafios ambientais, climáticos e socioeconômicos indissociáveis à construção de um Plano desta dimensão.
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